Fui Forçada a Me Casar: Como Superei e Encontrei a Liberdade

Fui Forçada a Me Casar: Como Superei e Encontrei a Liberdade

O vento soprava suave sobre os campos de trigo, levando consigo o cheiro da terra molhada. Ana caminhava pela estrada de terra batida, o vestido simples esvoaçando ao ritmo dos seus passos. O sol já se punha, tingindo o céu de tons alaranjados e púrpuras, mas o coração dela estava longe de ser tão sereno quanto o cenário que a rodeava. Forçada a casar com um homem que mal conhecia, sentia-se aprisionada numa gaiola de convenções e expectativas alheias.

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O casamento acontecera há três meses, mas cada dia parecia uma eternidade. Pedro, o marido, era rude e distante, mais interessado nas terras que herdara com o matrimónio do que na mulher que agora partilhava a sua cama. Ana sentia-se usada, um objeto sem voz nem vontade. Até que uma noite, tudo mudou.

Era uma noite quente de verão, e Ana decidira caminhar até ao rio, em busca de algum alívio para a alma inquieta. Sentou-se na margem, deixando os pés mergulharem na água fresca. Foi então que o viu. João, o filho do caseiro, aproximou-se silenciosamente, os olhos escuros fixos nela. Ele era jovem, mais novo do que ela, mas havia uma intensidade na sua presença que a fez estremecer.

— Não devias estar aqui — sussurrou Ana, mas a voz dela falhou, sem convicção.

João sorriu, um sorriso que era ao mesmo tempo inocente e perigoso. — E tu? Por que foges dele, Ana?

As palavras dele atingiram-na como um golpe. Ela não respondeu, mas o olhar dela traiu-a. João aproximou-se, ajeitando-se ao seu lado na margem. O silêncio entre eles era pesado, carregado de algo que nenhum dos dois ousava nomear.

— Ele não te merece — disse João, a voz baixa, quase um sussurro. — Tu és livre, Ana. Só tens de te lembrar disso.

E então, sem mais aviso, ele inclinou-se e beijou-a. O beijo foi suave no início, mas rapidamente se tornou urgente, despertando em Ana uma fome que ela nem sabia existir. As mãos dele exploraram o seu corpo com uma mistura de reverência e desejo, e ela respondeu com igual fervor. Pela primeira vez em meses, sentiu-se viva.

Naquela noite, à beira do rio, Ana descobriu a liberdade. Não era uma liberdade física, mas sim uma liberdade interior, uma chama que ninguém poderia extinguir. A partir daí, começou a viver por si mesma, a tomar as rédeas da sua própria vida. E, embora o caminho à frente fosse incerto, sabia que nunca mais seria a mesma.

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