Mais Um Chifre Pra Coleção: Descubra Como Lidar Com Traições No Relacionamento
O sol começava a descer, pintando o céu de tons quentes e dourados, enquanto Clara caminhava em direção ao apartamento que partilhava com Marco. A bolsa pesava-lhe no ombro, mas o que realmente a oprimia era o peso da descoberta que fizera naquela tarde. As mensagens no telemóvel dele não deixavam margem para dúvidas: Marco estava a traí-la. Com outra. Ou outras. O coração batia-lhe acelerado, mas não de paixão. Era raiva, frustração, e uma ponta de excitação que não conseguia explicar.
Ao entrar em casa, encontrou-o no sofá, descontraído, como se nada de errado se passasse. Clara deixou a bolsa cair no chão com um baque seco, chamando a atenção dele.
— Olá, amor — disse Marco, levantando-se para a cumprimentar com um beijo.
Ela afastou-se, os olhos fixos nos dele.
— Não faças de conta que está tudo bem. Eu sei, Marco.
Ele hesitou, mas não negou. Em vez disso, encolheu os ombros, como se a traição fosse algo trivial.
— Clara, isso não significa nada. Foi só… uma distração.
— Uma distração? — repetiu ela, a voz carregada de ironia. — Então, mais um chifre para a minha coleção, é isso?
Marco não respondeu, mas o silêncio era mais que suficiente. Clara sentiu um calor estranho a subir-lhe pelo corpo. A raiva transformava-se em algo mais, algo que ela não esperava. Aproximou-se dele, os olhos brilhando com uma mistura de fúria e desejo.
— Se é assim que queres jogar, então vamos jogar — sussurrou, puxando-o pelo colarinho da camisa.
Marco pareceu surpreso, mas não resistiu quando ela o empurrou contra a parede. As mãos dela deslizaram pelo seu corpo, explorando, reivindicando. Era uma mistura de vingança e paixão, uma dança perigosa que os dois pareciam dispostos a seguir.
— Clara… — ele tentou falar, mas ela calou-o com um beijo intenso, quase selvagem.
As roupas caíram no chão, e os corpos deles entrelaçaram-se numa luta de poder. Cada toque, cada movimento, era carregado de emoção. Clara não queria apenas o prazer; queria marcar, lembrá-lo de quem ele estava a perder. E Marco, embora surpreso, entregou-se completamente, como se soubesse que merecia cada segundo daquela punição.
Quando finalmente se separaram, ambos estavam ofegantes, os corpos ainda tremendo com o eco daquela intensidade. Clara olhou para ele, os lábios curvados num sorriso irónico.
— Espero que tenha valido a pena — disse, pegando na bolsa e dirigindo-se para o quarto.
Marco ficou ali, imóvel, sabendo que aquela noite mudaria tudo. E, no fundo, ele também sabia que Clara não era uma mulher que se deixaria enganar facilmente. A coleção de chifres podia crescer, mas ela certamente não ficaria parada a observá-la.